Faster Than The World


Aviso aos Navegantes!

Enquanto o clima não flui para novas postagens nesse blog, visitem meu novo blog, o qual é mais maroto e dominou todo o clima por hora:

http://psicotropicalismo.blogspot.com/

Apenas clique CÁ!

 

 PAZ!



Escrito por PeppersDrums às 18h39
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Solução 75 bandas!


Não fui tããão breve na postagem da solução, mas cá está! Sucesso total!

 

 PAZ!



Escrito por PeppersDrums às 18h34
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                                                                                                                                              O Varredor da Avenida Cândido de Abreu
 Curitiba, madrugada de 5 de Junho de 2008.


 Escutam-se barulhos de vassouradas de palha ao longo da avenida Cândido de Abreu. Pessoas olham pelas janelas de seus apartamentos, mas nada veêm, apenas escutam o som da palha no asfalto, hora quente, hora frio. De repente, o som cessa. Por longos minutos, tudo que se escuta são latidos distantes de cães guardiãs e o som de carros passando por ruas paralelas. Certa hora, o som volta mais forte, seguido de um vento frio da madrugada, que adentra o apartamento dos insônicos, os quais não saem das janelas, esperando uma solução para o barulho misterioso, para toda aquela situação. O som das vassouradas continua constante pela avenida, e nada se vê. Uns moradores descem para averiguar de perto, mas nada. Escutam passos ao longo da calçada, mas sem uma imagem de pessoa. As pessoas saem correndo, desesperadas diante de tudo aquilo, algo fora da realidade. O vento ficas mais intenso, as árvores da calçada balançam freneticamente e, do nada, tudo pára, cessa! O silêncio toma conta da madrugada, sendo interrompido apenas pelo som de uma Kombi de cor ferrugem, estranha. Mas passa e vai embora. Tudo volta ao normal, ou próximo disso.

Curitiba, madrugada de 8 de Junho de 2008.


 A esse ponto, os moradores dos prédios da Avenida Cândido de Abreu já dormem tranqüilos, nada de estranho aconteceu nas últimas noites, apenas uns bêbados, alguns acidentes, sirenes, mas nada fora do comum para um grande centro. Eis que se escuta de longe o ruído do motor de um veículo cortando algumas ruas. Vê-se uma Kombi se aproximando, cor ferrugem, estranhíssima, e familiar. Alguns moradores mais paranóicos e com espírito investigativo, pularam das camas direto para a borda das janelas e viram o veículo passar, o qual passou direto, reto! Mas até então, estava tudo normal. Estava! Alguns insônicos pendurados na janela começaram a ouvir o som das vassouradas no asfalto, coisa que há dias não ouviam. E o som foi ficando mais intenso e se espalhando, parecia que haviam dezenas de pessoas varrendo a rua, mas nada se via. Então o ruído se concentrou na frente de uma banca de jornal e viu-se a imagem de um homem varrendo. Todos se esconderam atrás das cortinas, o medo tomou conta. Se juntaram no apartamento com melhor vista e ficaram ali olhando o homem varrendo a rua. Um morador resolveu ligar para a Prefeitura, na Central de Atendimento 24h, e perguntou sobre varredores trabalhando naquele horário. Como era de se esperar, disseram-no que naquele horário nenhum funcionário público trabalhava. Depois de desligar o telefone, voltaram para a janela e o homem não estava mais lá. O silêncio havia, mais uma vez, tomado conta da situação. Depois de minutos, ouvia-se o som da Kombi, a qual, dessa vez, não passou pela Avenida, cortando por ruas paralelas.

Curitiba, madrugada de 13 de Junho de 2008.


Câmeras estão instaladas nas árvores, muros e grades. Um grupo de moradores fica de plantão toda madrugada no apartamento do síndico, esperando rever o varredor misterioso. Mas há cinco dias não acontece nada, todos estão angustiados com a situação. Resolvem então, cada um voltar ao respectivo apartamento e esquecer de tudo aquilo, pelos menos naquela madrugada. O fato de ser uma sexta-feira 13 não faz a diferença para eles. Mas é quando estão se dirigindo a porta da sala, que escutam o velho som da Kombi cor ferrugem. Todos corem para os monitores, botam as câmeras pra gravar e se jogam para as janelas. Então vêem a Kombi passar. De repente ela pára, no meio da Avenida. Os moradores se escondem atrás das cortinas, uns pulam no chão, e ficam olhando nos monitores. O veículo fica um instante parado e sai, normalmente. Mas para a surpresa dos moradores, o varredor não aparece. Ficam 40 minutos nas janelas, olhando, procurando, e nada! Resolvem então descer até a rua, numa tentativa de ver o que está acontecendo. Então os insônicos chegam na calçada, caçando o varredor com os olhos, todos receosos. Ao longo avistam a Kombi parada e correm para averiguá-la. Não encontram ninguém, só algumas ferramentas de jardinagem, pedaços de mato e algumas lonas pretas. Eis que sentem um vento frio passar pelas respectivas almas e escutam as vassouradas secas no asfalto. Quando olham para a outra esquina, avistam o varredor misterioso. Depois de dias de agonia, ali estavam, frente à frente com o homem, o qual estava todo trajado de roupa negra, chapéu e par de botas, iluminado pelas luzes de postes e pelo luar. A face estava fora de vista.

O síndico, na tentativa de resolver logo a situação, cumprimenta o homem misterioso com um "Boa Noite!", mas não obtém resposta. Os homens falam, questionam, mas não são respondidos. E o varredor fica ali, varrendo a Avenida, normalmente. Então o grupo resolve acabar logo com aquilo, e alguns homens puxam o braço do misterioso ser, fazendo com que o chapéu dele caia no chão e a face fique à vista. É algo amedrontador, bizarro, fora da realidade.

  O grupo de moradores imediatamente sai correndo do local, o homem recolhe o chapéu e se dirige até a Kombi. Os homens ficam na esquina, às tremedeiras, espiando o bizarro varredor misterioso que liga a Kombi e sai por uma rua escura.

 O grupo de moradores insônicos era formado por sete homens, dos quais três se mataram de forma estranha: fincaram uma tesoura de jardineiro no pescoço. Os outros quatro se encontram em hospitais psiquiátricos, desde o ocorrido. As pessoas que moram nos prédios da Avenida marcada pelo acontecimento, nunca mais ouviram nenhum som do tipo e nunca viram imagens da Kombi ou mesmo do Varredor, uma vez que a Polícia, ao realizar a perícia das fitas das câmeras,  não viu nenhuma imagem, apenas ouviu alguns sons em certos minutos de filmagem.

BORGES, viriatto.

 

PAZ!



Escrito por PeppersDrums às 20h58
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"Me dá um Olá, me manda um Oi..." *

 

Contacto:

 

peppersdrums@hotmail.com

 

peppersdrums@gmail.com

 

lguilhermepereira@uol.com.br

 

http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=7842150916737671094

 

 * Ultraje a Rigor - Me Dá um Olá

 

PAZ!

 

 




Escrito por PeppersDrums às 17h45
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aviso navegantes 2

Aviso aos Navegantes!

Seus comentários dão o "UP" necessário para a máquina continuar na ativa e, a cada comentário feito, um cachorrinho de rua é recolhido à um abrigo. Comentem, docinhos.

 Luisa Mell.

 PAZ!



Escrito por PeppersDrums às 15h12
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75 Bandas!

Imagem sensacional! Ótimas bandas espalhadas por ae, boa diversão caçando-as, canalhas!

Em breve postarei a solução!

 

 PAZ!



Escrito por PeppersDrums às 15h03
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Richard Cheese


 Esse tal do Richard Chesse é um ÍCONE! Ele e sua banda, a tal Lounge Against the Machine, fazem covers em clima de comédia com músicas consagradas, músicas de bandas como Dead Kennedys, U2, Nirvana, Red Hot Chili Peppers, entre outras. O próprio nome da banda, é uma paródia à banda Rage Against the Machine, a qual também não escapou dos covers feitos por Dick Cheese e cia.

Dick Cheese e Lounge Against the Machine

 Quanto à sonoridade, digo-lhe que é um som característico de casinos de Las Vegas, local onde Dick e banda realizam suas perfomances. Piano, baixo acústico, bateria com vassourinha, enfim, Jazz total. A criatividade dos jovens é notável, genialidade total, transformam completamente as músicas, mas sem perder a BASE das mesmas, ou seja, não é aquela coisa "Ídolos Style" de fazer versões mirabulosas, cheio de firulas biscateirinhas! NÃO NÃO! Aqui é MÚSICA com feeling, de QUALIDADE, outro nível!

 Segue a discografia, analisem os nomes dos álbuns, as jogadas, paródias, enfim...:

Richard Cheese and Lounge Against the Machine

  • 2000 - Lounge Against the Machine
  • 2002 - Tuxicity
  • 2004 - I'd Like a Virgin
  • 2005 - Aperitif for Destruction
  • 2006 - The Sunny Side of the Moon (The Best of Richard Cheese)
  • 2006 - Silent Nightclub
  • 2007 - Dick at Nite
  • 2009 - Viva La Vodka
  • 2009 - Lavapalooza
  • 2009 - OKBartender
  • 2009 - Back in Black Tie

Com a devida autorização do Richard Cheese, disponibilizarei aqui os links para downloads dos álbuns, divirtam-se:

Richard Cheese - Discography [2000-2007]

Unreleased Material (30 Mb) (96-160kBit/s) (00:31:10)

01 - Better Man
02 - Christmastime is Here
03 - Hash Pipe (Weezer)
04 - Hashpipe
05 - Hit Me With Your Best Shot (Pat Benetar)
06 - Howard Stern
07 - Hungry like the wolf
08 - Just Like Heaven
09 - Like a Virgin
10 - One is the Loneliest Number
11 - Renegades of Funk
12 - Stairway to Heaven (Led Zeppelin)
13 - Star Wars Cantina (Barry Manilow)
14 - Wonderwall

LINK: http://rapidshare.com/files/168668350/RC-Unrel.rar

 

 


2000 - Lounge Against the Machine (79.7 Mb) (320kBit/s, Stereo) (00:34:49)

01 - Nookie-Break Stuff (Limb Bizkit)
02 - Guerilla Radio (Rage Against The Machine)
03 - Come Out and Play (Offspring)
04 - Closer (Nine Inch Nails)
05 - Wrong Way (Sublime)
06 - Bullet the Blue Sky (U2)
07 - Creep (Radiohead)
08 - Last Resort (Papa Roach)
09 - Rape Me (Nirvana)
10 - What's My Age Again (Blink 182)

11 - Smack my Bitch Up (The Prodigy)
12 - Fight for your Right (Beastie Boys)
13 - Only Happy When it Rains (Garbage)
14 - Suck my Kiss (Red Hot Chili Peppers)
15 - Holiday in Cambodia (Dead Kennedys)
16 - The Rockafeller Skank (Fatboy Slim)

LINK: http://rapidshare.com/files/168748379/RC2000.rar

 

 


2002 - Tuxicity (51.4 Mb) (VBR 192-320kBit/s, Joint Stereo) (00:37:36)

01 - She Hates Me (Puddle of Mudd)
02 - Fell in Love With a Girl (The White Stripes)
03 - Baby Got Back (Sir Mix-a-Lot)
04 - Down With the Sickness (Disturbed)
05 - Hate to Say I Told You So (The Hives)
06 - Insane in the Brain (Cypress Hill)
07 - Relax (Frankie Goes to Hollywood)
08 - Shake ya Ass (Mystikal)
09 - Hot for Teacher (Van Halen)
10 - One Step Closer (Linkin Park)
11 - Live in the Lounge
12 - Smoke Two Joints (The Toyes)
13 - Chop Suey! (System of a Down)
14 - Loser (Beck)
15 - More Human Than Human (White Zombie)
16 - I Used to Lover Her (Guns N' Roses)
17 - Crazy (Britney Spears)
18 - Buddy Holly (Weezer)

LINK: http://rapidshare.com/files/168654122/RC2002.rar

 

 


2004 - I'd Like A Virgin (52.8 Mb) (192kBit/s, Stereo) (00:38:26)

01 - Gin & Juice (Snoop Doggy Dogg)
02 - Yellow (Coldplay)
03 - Girls, girls, girls (Motley Crue)
04 - Are you gonna be my girl (Jet)
05 - Message from the Other Dick (with impersonation of Dick Clark)
06 - Butterfly (Crazy Town)
07 - Hey Ya (Outkast)
08 - Beat it (Michael Jackson)
09 - Milkshake (Kelis)
10 - Dick in Las Vegas (Mr. Mister) (Live)
11 - Personal Jesus (Depeche Mode)
12 - Material Girl (Madonna)
13 - Richard Cheese on NBC's Last Call with Carson Daly
14 - War ensemble (Slayer)
15 - Stand up (Ludacris)
16 - Song Request (Live)
17 - Feeling this (Blink 182)
18 - 99 Luftballons (Nena)
19 - Rock the Casbah (Clash)
20 - Longview (Green Day)
21 - The Tiger Story (Lords of Acid) (Live)
22 - Richard Cheese Radio Announcement
23 - Hidden Track

LINK: http://rapidshare.com/files/168656728/RC2004.rar

 

 


2005 - Aperitif For Destruction (55.5 Mb) (VBR 192-320kBit/s, Joint Stereo) (00:33:02)

01 - Me so horny (2 Live Crew) (236kBit/s)
02 - People equals shit (Slipknot) (230kBit/s)
03 - Welcome to the jungle (Guns N' Roses) (254kBit/s)
04 - Brass monkey (Beastie Boys) (254kBit/s)
05 - Let's get it started (Black Eyed Peas) (242kBit/s)
06 - Man in the box (Alice In Chains) (251kBit/s)
07 - Been caught stealing (Jane's Addiction) (243kBit/s)
08 - The girl is mine (Jackson & McCartney) duet with Stephen Hawking (impersonated) (234kBit/s)
09 - You oughta know (Alanis Morissette) (232kBit/s)
10 - Enter Sandman (Metallica) (235kBit/s)
11 - Sunday bloody sunday (U2) (247kBit/s)
12 - We are the world (USA for Africa) (243kBit/s)
13 - Do me (Bell Biv Devoe) (207kBit/s)
14 - American idiot (Green Day) (250kBit/s)
15 - Add it up (Violent Femmes) (215kBit/s)
16 - Somebody told me (The Killers) (188kBit/s)

LINK: http://rapidshare.com/files/168659650/RC2005.rar

 

 


2006 - Silent Nightclub (35.9 Mb) (VBR 192-320kBit/s, Joint Stereo) (00:25:09)

01 - Holiday in Cambodia (Dead Kennedys) (live instruments)
02 - Like a virgin (Madonna)
03 - Christmas in Las Vegas
04 - Jingle bells (traditional)
05 - Ice ice baby (Vanilla Ice)
06 - Do they know it's Christmas (Band Aid)
07 - Personal Jesus (Depeche Mode)
08 - Imagine (John Lennon)
09 - Last Christmas (Wham!)
10 - Naughty girl (Beyonce)
11 - Christmas time is here (Vince Guaraldi)
12 - The trees (Rush)
13 - I melt with you (Modern English)
14 - Silent night (traditional)

LINK: http://rapidshare.com/files/168661577/RC2006.rar

 

 


2006 - The Sunny Side Of The Moon (The Best of Richard Cheese) (54 Mb) (VBR 192-320kBit/s, Joint Stereo) (00:39:18)

01 - Rape me (Nirvana) (Big Band Version)
02 - People equals shit (Slipknot)
03 - Baby got back (Sir Mix-A-Lot)
04 - Girls, girls, girls (Motley Crue)
05 - Closer (Nine Inch Nails) (Big Band Version)
06 - Bust a move (Young MC) (New Recording)
07 - Down with the sickness (Disturbed)
08 - Sunday bloody sunday (U2)
09 - Freak on a leash (Korn) (New Recording)
10 - Nookie (Limp Bizkit) (Big Band Version)
11 - Another brick in the wall (Pink Floyd) (New Recording)
12 - Rock the Casbah (Clash)
13 - Fight for your right (Beastie Boys) (Big Band Version)
14 - Hot for teacher (Van Halen)
15 - Gin & Juice (Snoop Doggy Dogg)
16 - Come out and play (Offspring) (Big Band Version)
17 - Badd Ying (Ying Yang Twins) (New Recording)
18 - Creep (Radiohead) (Big Band Version)

LINK: http://rapidshare.com/files/168664451/RC2006.best.of.rar

 

 


2007 - Dick At Nite (52.3 Mb) (VBR 256-320kBit/s, Stereo) (00:26:54)

01 - South Park theme (262kBit/s)
02 - Three's Company theme (259kBit/s)
03 - Spider-Man theme (261kBit/s)
04 - American Idol theme (bonus track) (261kBit/s)
05 - SpongeBob SquarePants theme (261kBit/s)
06 - The Brady Bunch theme (262kBit/s)
07 - Aqua Teen Hunger Force theme (bonus track) (261kBit/s)
08 - Friends theme (aka. I'll be there for you) (258kBit/s)
09 - Darth Vader's Imperial March theme (Live at the Derby) (263kBit/s)
10 - Good Times theme (261kBit/s)
11 - Bonanza theme (262kBit/s)
12 - The Jeffersons theme (260kBit/s)
13 - Commercial Break (260kBit/s)
14 - Gilligan's Island theme (260kBit/s)
15 - Scooby Doo theme (bonus track) (260kBit/s)
16 - WKRP in Cincinnati theme (258kBit/s)

LINK: http://rapidshare.com/files/168666860/RC2007.rar

 

 http://www.richardcheese.com/

 http://www.myspace.com/richardcheese

 

PAZ!



Escrito por PeppersDrums às 18h06
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contribuições

Contribuições [1]


 Trarei nesse blog, algumas contribuições de pessoas que merecem certa atenção, pois se destacam na sociedade cascatílhica. Segue a primeira de muitas, espero eu. É um artigo do jovem Antônio Veiga de Freitas Altvater, vulgo Tonho Moustache. No artigo em questão, Tonho descreve, com exatidão, um grupo clássico da sociedade. Lá vai:


                                                                                                                                                         Comunismo no Buteco
   

 Dentre as linhas da história da humanidade encontramos diversos desvios e deturpações de teorias e ideologias. Em muitos desses casos, tais desvios são provocados por possíveis “seguidores” de tais movimentos, que por interesse próprio ou por um simples descuido acabam se desviando do caminho. Esta breve introdução é apenas para inserir o assunto principal deste post aqui, falaremos dos famosos “revolucionários de bar”, figuras extremamente conhecidas no meio universitário, porém somente encontradas nas áreas periféricas da faculdade, em pontos estratégicos, onde o álcool pode ser apreciado sem nenhuma descriminação. Tais pontos estratégicos normalmente podemos encontrar algumas mesas e cadeiras, umas porções de alimentos em conserva e até quem sabe uma mesa de sinuca “meia-boca”.

 Depois de descrever o habitat natural dessa não tão rara espécie, vamos pular para a análise física. Normalmente os de sexo masculino são facilmente reconhecidos pela espessa barba ou pela grande vontade de tê-la, já os de sexo feminino são mais reconhecidos pelas vestimentas surrupiadas do “armário da vó”, e nos cabelos nota-se uma falta imensa de técnicas de beleza usadas pela sociedade feminina contemporânea: chapinha, escova, pente e, às vezes, até água. Em relação aos costumes desses seres, ambos os sexos são apreciadores da natureza e de todos os prazeres que ela oferece (se é que vocês me entendem) .

 Mas se fossem apenas as diferenças estéticas que separassem a realidade dessa espécie tão interessante da nossa de “miserável” realidade de “pobres normais”, creio que tudo estaria no seu devido lugar, porém, no quesito diálogo, esses seres normalmente tem um temperamento nada dócil, muito pelo contrário.Quando avistam um possível confronto ideológico, adotam uma postura mais hostil. Nessas horas o sangue sobe na cabeça desses nossos colegas, e Marx e toda sua turminha, se tornam tão intocáveis quanto um Deus (Deus que eles mesmo não acreditam). Outro fator interessante que devemos citar é que essa espécie acredita sim numa sociedade destituída de Estado, onde não exista propriedade privado, seria então uma sociedade com base no significado real da palavra, creio que isto esteja “um pouco” distante de acontecer dentro do mundo individualista em que vivemos.    

 Vou encerrando esse post explicando antes de tudo que não quis generalizar nenhuma forma de vestir, barbear, pentear e muito menos pensar, e considero que qualquer idéia tem por si, o direito de ser debatida. Só quero alertar ao pessoal por aí, para não ir mergulhando em qualquer ideologia antes de conhecer à fundo, e mesmo depois, aceitar a troca de informações de forma sadia, enfim, não vestir nenhuma camisa que não consiga agüentar o peso depois.

MOUSTACHE, tonho.

 

PAZ!



Escrito por PeppersDrums às 23h43
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IR + VIR  = R$ 4,40

 

 Pois estava eu aqui, em Curitiba, indo pegar um ônibus Ligeirinho e PÁ! A tarifa passou, de R$1,80 para R$2,20. Acostumado, fui tirando dois reais do bolso quando tive a surpresa, nada agradável. Sou estudante, tenho direito ao passe livre, não? Cobre dos outros, das grandes corporações, as quais são representadas pelos respectivos funcionários que utilizam diariamente o transporte público coletivo de Curitiba e possuem VALE TRANSPORTE.

 À R$1,80, já era um lucro daqueles para os velhos engravatados, dae aumentaram e vieram com papo de que o aumento da tarifa "garantirá a ampliação do serviço e evitará um déficit estimado entre R$ 92 milhões e R$ 122 milhões nas contas do transporte coletivo em 2009. Todas as despesas que fazem parte do serviço - combustível, ônibus, peças e acessórios, salários de motoristas e cobradores, entre outros - acumularam reajustes nos últimos cinco anos que forçaram o aumento da tarifa, mantida em R$ 1,90 desde abril de 2004. O crescimento das despesas variou de 23% (lubrificantes) a 52% (óleo diesel)." Só corrigindo o site da Prefeitura de Curitiba: é R$1,80 e não R$1,90, se não me falha a memória, né? Posso estar errado, fiquei um ano inteiro andando quase todos os dias da semana nos ônibus, posso estar errado. Dae vem aquele papo que faz vc dizer: "Ah, dae vale a pena pagar mais, realmente!", acompanhem: "Todos os novos veículos são equipados com elevadores para o atendimento aos portadores de necessidades especiais, GPS, painéis frontais e laterais eletrônicos com informações de itinerário, sistema de áudio MP3, bancos anatômicos e motores eletrônicos (Euro III) que poluem 60% menos em relação aos demais, tornando Curitiba a primeira cidade do Brasil a cumprir a legislação da chamada "tecnologia limpa"." Faça isso com tarifa mais barata ué, são muitas e muitas pessoas todos os dias da semana rodando nesses ônibus, é muita grana para os velhotes.

 A questão é que, sobe o valor das tarifas do Transporte Público, e fica cada vez mais facilitado comprar um veículo particular. Percebe-se isso nas ruas de qualquer grande centro. Carros financiados em 60X ou mais, ficam engarrafando as vias, aumentando a taxa de emissão de poluentes calhordas e por ae vai...

 "Seguinte mermão: foda-se!" Vou abrir uma Auto-E$cola, comprar um Celta, mas em 48X, não sou peão, e viverei fortemente bem!

Segue o link do site da Prefeitura de Curitiba com as informações sobre o aumento das tarifas: http://www.curitiba.pr.gov.br/Noticia.aspx?n=15239

 

 PAZ!



Escrito por PeppersDrums às 22h27
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jello biafra

Jello Biafra

 

 Se tem uma pessoa que merece um post nesse blog, essa pessoa é o Eric Reed Boucher, conhecido por ae como Jello Biafra. Jello é o ex-líder da banda Dead Kennedys, e o responsável pelas letras, pela essência e pelo feeling da banda. Também é dono da gravadora independente Alternative Tentacles. Protesto e atitude definem a essência de Biafra, o qual trouxe para o punk letras inteligentes, com ironia e politicagem, ou seja, uma enciclopediada no moicano da punkaiada!

 Biafrinha já foi candidato à prefeito na cidade de San Francisco, Califórnia, e foi o quarto mais votado, com aproximadamente 6000 votos. Em 2000, Jello aceitou se candidatar à presidente dos States tendo escolhido como vice, Mumia Abu-Jamal (Vish!). Entre os planos de campanha estavam o estabelecimento de um salário máximo, transporte público gratuito, além da gratuidade dos serviços de saúde e da educação, o fim do NAFTA e da OMC, a destruição do armamento nuclear, o fim do exército e da CIA, a possibilidade de refazer outra eleição, caso o eleitor não quisesse nenhum dos candidatos,etc. Pouca coisa, né? Espero que o Obama seja um Jello Nigga, ou algo perto disso.

Dead Kennedys. (Mal sabia o Jello o que ia passar com os peões)

 Falando um pouco do Dead Kennedys, apenas digo que sacanearam o Jello, cambada de biscatinhos. Banda independente é aquela coisa, muita atitude e pouca grana, dae veio a vontade de ter uma grana alta é PÁ! "COMERCIALIZAÇÃO DE MUSICAS NO MUNDO DOS BUSINESS". Mas ALI NÃO TINHA DESSA! Esquema era o Jello ter chutado todos e arrumado integrantes com a mesma base intelectual que ele, em sintonia. Dae a banda ficou processando-o durante 6 anos porque ele não deixou usarem "Holiday in Cambodia" em um comercial da Levi´s! PORRA! Dae o Jellonildo, O ÍCONE, perdeu a batalha judicial e os direitos das próprias composições. Agora tem que aguentar as próprias músicas em comerciais, a banda tocando-as em grandes festivais bancados por grandes corporações, ou seja, TUDO QUE ELE SEMPRE LUTOU CONTRA!


 

 Segue um trecho da entrevista do Jello para a revista Rock Press:

"Rockpress - Mudando um pouco de assunto, eu queria que você falasse da briga 
judicial entre a Alternative Tentacles e os ex-Dead Kennedys.

Jello Biafra - Foi a coisa mais escrota que já aconteceu em toda minha vida.
Gastei um bom tempo tentando lembrar as pessoas da nossa música e o que ela
significava elas, quando tudo o que eu queria era que eu não tivesse
conhecido esses imbecis. Eu não vou deixar eles colocarem Holiday in
Cambodia numa propaganda da Levi’s. Então eles vieram atrás de mim com um
grande advogado corporativo que também representa o Journey, o Boston, os
Doobie Brothers e o Santana, e eles estão me processando por não ser
corporativo, tentar destruir a Alternative Tentacles e roubar a música.
Eles ainda mentiram ao dizer que escreveram todas as minhas músicas.
Dizendo que eu estava roubando dinheiro deles quando na verdade eu havia
os pago. Para o choque de todos, incluindo deles mesmos, o júri acreditou
nisso. E agora, mesmo estando num puta rombo financeiro, eu tenho que juntar
grana para apelar na justiça. Nesse meio tempo, eles estão tentando vendendo
o catálogo dos Dead Kennedys o quanto antes sem se preocupar com nada. Por
isso se você ver qualquer disco da Alternative Tentacles por outra gravadora,
NÃO COMPRE. Eles ainda usaram dinheiro que roubaram de mim para pagar o
advogado deles. Eles não ligam para o que a banda significou, só querem
dinheiro.

Rockpress - Quando você vai apelar?

Jello Biafra - Ainda não. Estou me preparando. Toda essa coisa influencia
meus sentimentos a respeito do Napster, do download de músicas... Se eles
conseguirem tirar minha música de mim, então o Napster será meu melhor amigo.

Rockpress - E o que você acha do Napster hoje?

Jello Biafra - O Napster deve ser destruído em breve pelas grandes
gravadoras. Mas logo uma nova tecnologia que será mais difícil de destruir
irá substituí-lo. Isso faz parte da bela e a fera que é a internet: não
importa que tipo de garras que ponham no caminho e fechem as coisas; sempre
haverá um moleque chateado de qualquer idade que irá encontrar um jeito
de foder com aquilo (risos)!

Rockpress - Aproveitando a deixa, o que você acha dos direitos autorais.
Você não acha que isso tem de ser revisto?

Jello Biafra - Provavelmente. Agora mesmo estou lutando pelos direitos das
minhas próprias músicas (risos). Querem roubar para coloca-la em comerciais
e filmes de merda. Mas por outro lado, eu não sei o que vai acontecer.
Eu não estou tão preocupado com o Napster ou com essa tecnologia, porque já
acabou. Não vai fazer tão mal quanto alguém gravar um filme da televisão ou
xerocar parte de um livro para um jornal da escola. Muitas pessoas que usam
Napster não o fazem para roubar música, mas para ouvir antes de comprar.
Você baixa uma música e se gostar, vai procurar o disco. Demora muito tempo
para baixar um CD inteiro no Napster. Tanto tempo que o usuário prefere
pegar o CD.

Rockpress - E ao mesmo tempo, conseguem baixar músicas de bandas
independentes.

Jello Biafra - Eu espero que as pessoas apóiem a música independente. Porque
o Napster pode começar a machucar pequenos músicos, que não têm muita grana e
dependem da venda do Napster. Mas até aí eu sou pró-Napster. Eu tenho que ir
(espreguiçando).


Rockpress - Legal, Jello. Ótima entrevista.

Jello Biafra - Você também gostaria de saber que tem um disco novo meu,
falado, que vai sair agora em novembro, que chama-se Become the Media. E um
novo EP do Lard chamado Seventies Rock Must Die.

Rockpress - Become the Media (torne-se a mídia) é um conselho?

Jello Biafra - É um grito de guerra. Torne-se a mídia ao tornar-se parte da
guerra santa da verdade da câmera de vídeo. Pegue os policiais que bateram
em Rodney King e os caras atirando balas de borracha - esta é a guerra santa
da verdade. Apóie zines, rádio, música, a cultura independente... E, claro,
apóie a cultura independente ao não dar dinheiro para grandes lojas em
cadeia - sejam lojas, restaurantes... Tornar-se a mídia significa ser
didático com as pessoas de casa, na família, na escola... Quando ouvir bobagens
como "vou votar em Gore porque o Bush é pior ainda". Conte a elas... a verdade.

Rockpress - Planos para vir ao Brasil?

Jello Biafra - Não por enquanto. Eu gostaria voltar, mas não parece que eu
possa ir agora. Eu estou no meio de uma batalha legal...

Rockpress - Assim que a revista chegar, ela chegará em suas mãos.

Jello Biafra - Acabamos de lançar um disco novo do Ratos de Porão, o
Crucificados pelo Sistema, que é uma regravação do primeiro álbum. Tá muito
mais insano agora. O primeiro é muito bom, mas eu fiquei surpreso com esse novo...

Rockpress - Você sabia que o Gordo trabalha na MTV Brasil?

Jello Biafra - É engraçado, porque ele nega. Mas eu prefiro ter o Gordo na
MTV que a Britney Spears. Ele é um exemplo bem mais positivo para jovens em todo
mundo do que o mais novo clone pop americano."

Link da Fonte: http://www.portalrockpress.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=381/

Em breve, um post sobre o "PUNK", o viver dentro do mundo punk, a atitude e ....foda-se! Tudo ao meu ver e ao ver de Greg Graffin (Gregão).

Post dedicado fortemente ao Lucas Beatlezinho Aleixo.


PAZ!


Escrito por PeppersDrums às 03h48
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cena hanks

A Cena Mais Sensacional do Cinema

 

 

Título Original: The Money Pit

Título em Português: Um Dia a Casa Cai

Gênero: Comédia

Ano de Lançamento (EUA): 1986

Distribuição: Universal Pictures

Direção: Richard Benjamin

Roteiro: David Giler

Elenco:

Tom Hanks(Walter Fielding)

Shelley Long (Anna Crowley)

.

.

.


PAZ!




Escrito por PeppersDrums às 02h45
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bebida: urina

Bebida, senhor?

 O assunto agora é URINA. Há tempos atrás fiquei sabendo dessa nova "ser humanizice": beber a própria urina. É porque UM fala que faz bem para a SAÚDE, dae pronto! Em pouco tempo aparece aquela legião de seguidores. Qual seria o nome dessa legião? Os urinóiticistas? Enfim... Dae hoje fui pesquisar, porque queria publicar aqui, e li que 3 milhões de chineses bebem a urina. Depois li que, na verdade, são 10 milhões. Só sei que nada sei, internet é isso. Falam que faz bem para não sei o que, porque tem não sei o que e ... CHEGA! É MIJO! XIXI! URINA! Não é pra beber! Vá beber um chá, com folinhas bem lavadinhas, caso contrário, beberá mijo de animais marotos!

 

Humm, licor de mijinho!

 

 PAZ!

 



Escrito por PeppersDrums às 23h03
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greg graffin


Fast Food e a Indústria da Música


Texto de Gregory Walter Graffin - traduzido

Já que sou conhecido como uma pessoa que geralmente canta sobre assuntos sérios, eu achei que deveria manter as coisas bem sérias hoje. Eu gostaria de começar relatando uma história à vocês sobre...Arbey’s Roast Beef.
Eu gosto de fast food, acho que é um bom produto e uma grande invenção. Semana passada, eu estava na fila olhando o simples menu e decidi que pegaria a oferta de número 1. Então eu percebi que estava com vontade de comer muitas fritas e disse: “Posso pedir fritas grandes ao invés das normais?” O caixa disse: “Por que você não supersize seu pedido (pede o refrigerante e as batatas em tamanho-família)?” Depois que eu disse ok, ela foi pegar a coca tamanho-família e eu vi que aquela coisa era do tamanho de um balde de lixo pequeno. Quem consegue beber tanta coca? Quem consegue carregar aquilo? Você teria que prendê-la a uma cadeirinha de bebê, se pedisse aquilo pelo drive-thru. Eu disse, “Tudo bem, eu quero só a coca normal, mas quero as batatas tamanho-família”. Esse é o ponto onde começou a tempestade. O caixa disse: “UUUUMMMM, nós não podemos fazer isso, senhor.” Foi como se eu tivesse pedido a ela que me demonstrasse a lei de rotação orbital de Kepler ou algo assim! Aparentemente, o teclado da máquina registradora não incluía uma opção que permitisse fritas supersized sem um refrigerante supersized. Três outros empregados vieram lá de seus postos para ajudar sua confusa co-operária. Nenhum deles conseguiu dar um jeito de me cobrar certo pelo meu simples pedido. Eu disse “Não se preocupe, apenas me dê a bebida de tamanho normal e eu pago o preço inteiro do número um supersized”. Todos os co-operários respiraram de alívio. E as pessoas atrás de mim na fila ficaram aliviadas também: “Quem é esse cara segurando a fila, usando todos os empregados para suas próprias necessidades especiais?” Foi quando me caiu a ficha: As coisas em nossa sociedade se tornaram muito eficientes.

Há um problema de eficiência em demasia à extensão de instituições que lhe oferecem apenas um padrão limitado de escolhas, resultando em um sutil determinismo de seu comportamento. Eu acredito que isso não é o que as pessoas querem. Elas querem ser mais livres. Elas querem exercitar sua liberdade de escolha. Você se lembra do velho slogan de marketing do Burger King? “Sem picles, sem alface, pedidos especiais não nos chateiam”. Hoje, pedidos especiais podem não chateá-los, eles apenas bloqueiam suas sinapses cerebrais. A mentalidade “Faça do seu jeito” do passado não mais é válida. Você não é livre pra escolher. E isso é um problema sério.
A própria indústria da música não é imune a esse tipo de mentalidade de marketing simplista e demasiado eficiente, infelizmente. E eu acho que isso é algo que precisa ser discutido. Requer muito mais discussão do que teremos aqui hoje, mas eu vou sumarizar à vocês e acrescentar um pouco de minha própria análise e talvez inspirar alguma mudança.

Passo Um: Há problema nisso?

Eu acho que sim. Por que tantas bandas e artistas soam iguais? Artistas sempre buscaram soar similar a outros artistas, este não é exatamente o problema. Hoje, parece que as similaridades estão ficando profundas. Vocalistas estão soando idênticos a outros vocalistas em outras gravadoras. Combine isso com produtores usando as mesmas técnicas de produção de som em bandas diferentes, e o que nós temos: cantores cantando igual, o som da produção igual, duas gravadoras diferentes mas o mesmo produto, mentalidade “peça pelo número”.

Considere isso: Epic tem o Peral Jam, BMG tem o Creed, Sony tem o Silverchair, Epitaph tem o NOFX, mas a MCA tem o Blink-182, Interscope tem o Nine Inch Nails, mas eles acharam que deveriam ampliar seu acervo, então eles nos ofereceram o Marilyn Manson, WEA tem o Pantera, Sony tem o Korn, Geffen teve o Berlin nos anos 80 e 10 anos depois eles perceberam que poderiam oferecer aquilo de novo na forma do Garbage, WEA tem a Alanis Morrisette, ULG tem a Meredith Brooks, Arista tem Sarah McLaughlin, WEA tem Paula Cole. E a lista não pára...

Por que acontece isso?

Eu acho que é porque arte é difícil de fazer, então artistas copiam outros artistas. Mas arte é ainda mais difícil de vender ao público, então as gravadoras copiam as estratégias de marketing de outras gravadoras. O artista e a gravadora formam então um elo de congratulação mútua que destrói seu desejo de tentar algo diferente. O resultado é uma diversidade menor de estilos musicais e uma imagem do artista mais programada e menos realista. O outro resultado é maior, maiores números de venda podem ser previstos e, portanto, uma maior proporção de bandas vendendo horrores de cds. Por que aceitamos isso? O amante de música não tem muita escolha. Ou nós compramos a música que nos é oferecida ou desistimos de ouvi-la. A maioria de nós escolhe a primeira opção.

Parte Dois: Como isso se tornou um problema?

Eu vou tentar ilustrar o processo de como eu acho que este problema se perpetuou pela indústria. Eu gostaria de usar uma analogia de biologia para mostrar como sistemas que evoluem podem progressivamente desenvolver eficiência com o tempo, mas apenas a um custo alto...o custo da diversidade.
A indústria da música evolui assim como uma espécie evolui. Na natureza existe a seleção natural: as espécies precisam se adaptar, ou se tornarão extintas. Nos negócios da indústria da música, as bandas ou vendem albums (uma forma de adaptação), ou caem no esquecimento (uma forma de extinção).

A evolução não depende apenas da seleção natural, mas também da probabilidade. A variedade de animais pode surgir no próximo estágio de sua evolução não é meramente aleatória. Ela é determinada, em parte, pela variedade de animais que existe hoje. Isso pode ser simplesmente enunciado da seguinte maneira “qualquer coisa a surgir, em um sistema onde há evolução, depende do que está disponível no presente”. Biólogos chamam este fenômeno de processo markoviano, um processo de probabilidade não-aleatório que restringe o resultado de uma seqüência de eventos em evolução. Pense em como os macacos surgiram. Eles não simplesmente apareceram do nada, como alienígenas vindo do espaço. Eles derivaram de animais de um estágio evolutivo anterior que se parecia com eles, mas não eram exatamente macacos. A indústria da música também evoluiu através de um processo markoviano. Por exemplo, não é por acaso que temos a Alanis Morrisette. Ela não evoluiu do nada. Ela veio de um molde anterior. Ela emprestou estilos e sons de uma variedade muito limitada de outros artistas. O importante a ser aprendido é que é possível prever com alguma precisão como o próximo estágio da evolução pode ser, baseado em como as coisas são hoje. E se a indústria da música não cultivar a diversidade dos artistas de hoje, eles extinguirão a possibilidade de possíveis futuras revoluções musicais. Toda vez que uma espécie se torna extinta, seus genes são removidos da piscina de genes do futuro e ela não reaparece. Da mesma forma, toda vez que uma banda cai no esquecimento ou o catálogo de um artista é descontinuado, ocorre um efeito negativo no próximo estágio da evolução da indústria musical. Bandas que caem no esquecimento limitam severamente o acervo do qual a próxima geração tirará sua inspiração. Os tipos de artistas do futuro serão determinados pelos tipos de artistas que existem hoje. Inspiração é uma analogia a hereditariedade. Então a questão da indústria da música é a mesma que a maior questão da biologia moderna: “Como mantemos a diversidade?”.

Se continuarmos a desmatar habitats naturais, e pavimentá-los com cidades ou cobri-los com terras de agricultura, nós causaremos a extinção de muitas espécies porque elas não conseguem se adaptar à nossa veloz destruição. O resultado final: Menos tipos de organismos no próximo estágio da evolução. Da mesma forma, se as gravadoras apenas promoverem cópias-carbono de artistas correspondentes, umas das outras, e ignorarem bandas e artistas que são qualitativamente únicos, haverá um acervo muito restrito de estilos artísticos disponíveis na próxima década. E um acervo limitado de produtos é ruim para o prospecto de qualquer instituição a longo-prazo.
Agora vem a parte difícil: Sugerir melhorias.
Eu acho que nossos valores são distorcidos. Nós medimos qualidade da maneira errada, geralmente em termos de dólares e centavos e não em termos de estímulo intelectual ou emocional. Isso é provavelmente tanto um sintoma de nossa sociedade, quanto uma irreverência arrogante por parte daqueles que estão no poder. Existe uma atitude comum entre as pessoas que estão na indústria da música. Já ouvi vários executivos dizerem: “Quem somos nós para julgarmos a música que lançamos? Os jovens adoram! Estamos apenas dando às pessoas o que elas querem ouvir”.
Resumindo, isso significa que o motivo de estarem lançando música ruim é porque é o que as pessoas realmente querem. Eu não concordo com isso. Eu acho que é lógico perguntar: É o que eles realmente querem ouvir, ou a indústria determina o que as pessoas ouvem através de um processo de seleção “não-natural”? Eu acho que deve haver outros critérios de qualidade, além de quanto dinheiro um artista gera. Bandas menos populares merecem ser sustentadas. Seus valores deveriam ser medidos pela projeção de sua influência adiante, no futuro, e não meramente pelo cálculo do lucro e prejuízo do ano passado.

Para que a diversidade possa ser mantida, nós precisamos de executivos de gravadoras dispostos a porem suas mãos no fogo e dizerem: “Isso é música boa, e isso é de má qualidade. Isso tem integridade, e isso é plágio descarado.” Artistas precisam que lhes digam quando eles estão soando como outros artistas. Isso os ajuda a reconhecer o que é e o que não é único neles. Ajuda-os a se desenvolverem. Eu acho que deve haver um interesse mais sofisticado em artistas e bandas em desenvolvimento. Eu sei que as bandas precisam ser educadas. Elas não precisam da pressão de suas gravadoras, que simplesmente jogam seu dinheiro nelas enquanto cruzam seus dedos e esperam por um hit. Isso não é desenvolvimento real.
O Bad Religion demorou muito tempo até chegar ao status de artista com disco de ouro. Demorou cada passo, de maneira que fomos aprendemos e aplicamos nosso conhecimento. A Atlantic nos ajudou a atingir uma audiência maior durante o caminho. E apesar de sermos um caso único, eu ainda acho que nós provamos que o desenvolvimento real pode ocorrer na indústria da música sem que a integridade do artista precise ser sacrificada.
Concluindo, pois, eu acho que as pessoas que vendem música (gravadoras) devem reconhecer que elas desempenham um papel importante determinando o gosto musical do público. Ao falharem em notar artistas únicos na busca por superstars, e ao renunciarem o desenvolvimento a longo-prazo em favor de one-hit-wonders (artistas com apenas uma música de sucesso), executivos da indústria ativamente jogam pro alto as escolhas de estilos musicais e imagens que são apresentadas ao público. Logo, a indústria, através de um processo de evolução markoviano, viabiliza sua própria extinção, e contribui para o progressivo envelhecimento de mentalidade de nossa sociedade. É tanto um truísmo na música quanto na política: Se você não oferecer nada além de mediocridade às pessoas, você criará pessoas medíocres.


Créditos da Tradução:

Traduzido por Dro: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=3324499374640136524 

 

PAZ!



Escrito por PeppersDrums às 22h44
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family guy

Family Guy

 

 Ta ae a SÉRIE DE ANIMAÇÃO oficial do meu blog! Até mudei a fonte para dar um outro clima. Family Guy (Uma Família da Pesada) é uma série forte, de nível. Ironizam todo o sistema, todas as culturas, inclusive a norte-americana. Não farei uma descrição da série aqui, óbvio. Por exemplo, não direi que se trata de uma família norte-americana de classe média. Não direi que o chefe da família atende pelo nome de Peter Griffin, o qual é casado com Lois Griffin. Que eles tem três filhos: Stewie Griffin, Chris Griffin e Meg Griffin. Não direi que o cachorro da família FALA e atende pelo nome de Brian. JAMAIS! Só digo uma coisa: ASSISTAM! Espero que essa série se torne a série oficial de vocês, caros jovens.

 

PAZ!



Escrito por PeppersDrums às 22h25
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aviso navegantes

Aviso aos navegantes!


 Vão tomar no cu!

 

 PAZ!



Escrito por PeppersDrums às 19h52
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